Lançamento de livro com Ana Araújo e Mônica Zaratini
- 8 de ago. de 2018
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Nesta quarta-feira (8), no Sesc 504 Sul, acontece o lançamento dos livros “As Loiceiras de Tacaratu – A arte milenar das mulheres do meu sertão” de Ana Araújo e “Plano Seco e Pontiagudo” de Mônica Zaratini. A intermediação do debate é de Denise Camargo.
Nascida na cidade de Tacaratu, berço dos índios Pankararu, no Sertão de Pernambuco, a fotógrafa Ana Araújo, que trabalhou como repórter fotográfica por 18 anos em Brasília, construiu uma carreira de projeção nacional trabalhando com fotojornalismo em grandes veículos brasileiros, mas nunca cortou a relação umbilical com sua terra natal. Nos últimos 30 anos, a grande inspiração da fotojornalista continuou sendo o Sertão e o povo de Tacaratu, expressão de sua própria identidade cultural. Sua mais recente obra autoral é o fotolivro As Loiceiras de Tacaratu – A Arte Milenar das Mulheres do Meu Sertão, em que retrata, com a sensibilidade de quem também é parte da história, o trabalho importante e árduo das cada vez mais raras loiceiras sertanejas.
Além de documentar um ofício com risco de extinção como o das fazedoras de loiças, ou louças (peças de barro como panelas, potes, tachos e cuscuzeiras), Ana revela o valor cultural da cerâmica utilitária de tradição indígena Pankararu, enquanto patrimônio histórico imaterial dos primeiros habitantes do Sertão pernambucano.

Plano, seco e pontiagudo
Em março de 2016, por iniciativa própria, a fotógrafa Mônica Zarattini refez o trajeto da rota percorrida por Euclides da Cunha a serviço do jornal Estado de S. Paulo em 1897, quando acompanhou a quarta expedição do exército brasileiro que dizimou o arraial de Canudos, no sertão da Bahia, e relatou em reportagens os pormenores do enfrentamento. A ideia era verificar in loco, 27 anos depois da primeira reportagem que ela fez no local, o que havia mudado naquela terra.
Zarattini reencontrou cinco moradores que havia fotografado em 1989. Então projetou as fotografias antigas sobre essas pessoas no intuito de criar uma camada de tempo de mais de um quarto de século e as fotografou novamente. O resultado está no seu livro Plano Seco e Pontiagudo. Mônica foi editora de fotografia do jornal O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde por nove anos (2006/2015) onde trabalhou como repórter-fotográfica por 26 anos (1988/2015).



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